A comunicação de guerra é uma das mais delicadas tanto de se planejar quanto de se executar. Lida-se com a vida e a morte todos os dias, com a perda, com emoções profundas das famílias e com valores éticos em permanente teste. A experiência da Link em Angola não se resume a este case, mas aqui está um ligeiro apanhado da importância humana, social e política do trabalho realizado.
Objetivo
Mostrar ao povo angolano que o recrudescimento da guerra era o único caminho para a conquista da paz.
Este foi o primeiro desafio da Link em solo angolano. Naquele momento, meados de 1998, mais de 75% do País era controlado pelos rebeldes. A livre circulação limitava-se a um raio de 40km da capital, Luanda. Os meios de comunicação não tinham grande alcance nem credibilidade. E questões étnicas entre os diversos povos que formam Angola acabavam por dividir ainda mais o país.
Coube à agência reformular e coordenar todas as ações de comunicação do Governo angolano. Começava ali, na pertinência da estratégia formulada pela Link, o esboço de uma identidade nacional pautada na união das diferentes etnias. Um país cansado de guerra e disposto a lutar pela paz.
Resultados
Link ajuda Angola na guerra pela paz e na reconstrução do país, iniciada em 2002.
Os resultados logo apareceram. A agência de notícias oficial, Angola Press, recuperou a credibilidade como fonte internacional. O Jornal de Angola (impresso diário) foi completamente reformulado. A Rádio Nacional de Angola (RNA) e a Televisão Pública de Angola (TPA) tiveram um grande salto na qualidade das suas programações, levando sempre a mensagem de reconciliação e de apoio à reconstrução do país.
A guerra teve fim, em abril de 2002, e o trabalho da Link continuou. Pautado na promoção da cidadania e em campanhas de utilidade pública, voltadas à melhoria da vida das pessoas e à reconquista da autoestima do povo. Angola virou a página da guerra e já escreve um novo capítulo da sua história. Uma história que tem a Link como personagem.